LONOMIA (Taturana/Lonomia Obliqua)

Embora pareçam inofensivas, as lonomias, mais conhecidas como taturanas, provocam graves queimaduras e até mesmo a morte em animais e seres humanos. Conhecidas popularmente como “lagartas de fogo”,“mandruvás” ou “mondrovás”, elas se transformam, na fase adulta, em mariposas.

A MARIPOSA

Foto: Emanuel Marques da Silva

As mariposas são insetos que constituem a fase adulta das lagartas. No caso do gênero Lonomia, elas são observadas em maior quantidade nos meses mais quentes, vivendo aproximadamente 10 semanas Desde a postura dos ovos nas folhas e troncos das árvores, até a fase adulta, as mariposas passam por várias fases, porém neste gênero, somente a lagarta pode causar perigo às pessoas

A LAGARTA

Devido à supressão do Cedro e da Aroeira, seu habitat natural, onde costumava se alojar nos pontos mais altos, as lonomias migraram para as árvores frutíferas, mais baixas, onde passaram a desovar e desenvolver suas colônias, de forma exponencial. Nas cidades, a ausência de uma determinada espécie de mosca e a redução das vespas (que depositam os ovos no corpo da lagarta, matando-a), bem como a ocorrência rara de um determinado tipo de vírus, de percevejos e vermes, predadores naturais das taturanas, permitiu que elas se expandissem no meio urbano, aproximando-as do contato humano.

Elas podem viver um período que varia de 3 a 6 meses, dependendo da oferta de alimento e das alterações climáticas.

Para se ter uma idéia, na região sul do Brasil, mais de mil ocorrências de contato com risco à saúde humana ocorreram nos últimos dez anos, com alguns óbitos registrados.

Tendo migrado (talvez por conta do transporte de madeira) do Amapá (região natural desse tipo de lagarta) para todo o Brasil, a partir da década de 80, elas passaram a ser facilmente encontradas em regiões de matas e mesmos em parques nas áreas urbanas, no sul e sudeste, principalmente nas épocas mais quentes do ano.

A identificação de lonomias é dificultada quando elas formam colônias pois, para se defenderem dos predadores, ficam juntas, grudadas nos troncos das árvores, formando desenhos como se fossem um nó no tronco ou parte da folhagem. A pessoa que inadvertidamente tocá-las, recebe alta dose de toxinas, que dão a sensação de queimadura, podendo levar á morte se a pessoa for alérgica.

A camuflagem da lonomia pode ser mortal

O risco é muito grande se a espécie for a lonomia oblíqua, a mais temível e mortífera de todas.

A toxina da lonomia oblíqua reduz, no organismo da vítima, a formação de fibrina, substância responsável pela coagulação do sangue. A diminuição da fibrina pode causar graves hemorragias. “A pessoa sangra pelo nariz, pelas gengivas e por vários órgãos do corpo. Acredita-se que a gravidade desses efeitos está relacionada à quantidade de toxina liberada”, afirma o entomologista (especialista em insetos) Roberto Henrique Pinto Moraes, do Instituto Butantan, em São Paulo.

O PERIGO Por ocasião do contato com os espinhos das lagartas, surge dor em queimação seguida de vermelhidão, inchaço, calor, mal estar , cefaléia, náuseas e vômito. As manifestações hemorrágicas podem aparecer entre 8 a 72 horas após o contato, sendo as mais comuns manchas escuras pelo corpo, sangramento pelo nariz, gengivas, urina e em ferimentos recentes. Os casos mais graves podem evoluir para insuficiência renal aguda e morte.

A PREVENÇÃO

Prestar atenção nos troncos das árvores e na grama ao redor.

Observar se as folhas das árvores estão roídas.

Observar se existem pupas ou fezes no chão.

Utilizar camisas de mangas longas e calças nas atividades rurais.

CUIDADO: Quando for coletar alguma lagarta para identificação, faça somente com as mãos protegidas com luvas grossas e com pinças. CONSIDERAÇÕES

É nosso dever lembrar que os insetos são um elo muito importante na cadeia alimentar. O homem precisa saber conviver em harmonia com todos os animais, respeitando seu ecossistema, evitando assim graves acidentes.

EM CASO DE ACIDENTE, O QUE FAZER:

Procurar o Serviço de Saúde imediatamente / atendimento médico

Levar consigo algumas lagartas em frasco fechado, porém com ventilação e algumas folhas de planta para alimentação dos insetos.

TELEFONES ÚTEIS Curitiba: Centro de Controle de Envenenamento - CCE - Fone: (41) 0800410148 Londrina Centro de Controle de Intoxicações - CCI Fone: (43) 3371-2244 Maringá: Centro de Controle de Intoxicações - CCI Fone: (44) 3225-8484

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